Moagem da Tinta a Óleo

moagem tinta a oleo

A produção da melhor cor possível é mais do que criar uma mistura de ingredientes em bruto. Tal como cada pigmento e excipiente são únicos, cada um deles exige métodos de moagem únicos. A melhor forma de compreender o processo de moagem é acompanhá-lo, passo a passo, ao longo da fabricação.

Passo um — Seleção dos melhores materiais: Isto inclui a seleção de pigmentos e aglutinantes segundo os padrões enunciados nas seções anteriores.

Passo dois — Formulação: Todos os pigmentos aceitam o óleo de modo diferente. As formulações individuais são desenvolvidas por químicos especialistas. Antes da moagem começar, é essencial um conhecimento claro das propriedades físicas das matérias-primas e da melhor forma de fazer ressaltar as verdadeiras qualidades do pigmento.

Passo três — Mistura, o passo precursor da moagem: Com um misturador industrial, o pigmento e o óleo são misturados para estarem preparados para a verdadeira moagem.

Passo quatro — Moagem: Desde o século XIX que é habitual usar-se uma máquina chamada moinho de três rolos para dispersar o pigmento numa suspensão uniforme. Como o nome indica, a mistura de cor passa por entre três rolos.

O Especialista da Cor

A moagem da cor é um processo exigente que requer que cada ingrediente seja cuidadosamente selecionado e equilibrado para garantir as melhores características de trabalho possíveis: pesados rolos (por vezes feitos de aço, outras de granito, conforme as propriedades do pigmento), forçando fisicamente o óleo a “umedecer” as partículas do pigmento. O processo é diferente para cada pigmento, sendo muitas vezes necessárias várias passagens pelo moinho para se conseguir uma dispersão completa.

O colorista mói as suas tintas a óleo convencionais até estas atingirem um ponto de viscosidade que garanta a total retenção das marcas deixadas pelo pincel e a espátula e uma superfície sem irregularidades. Existe ainda uma grande vantagem em oferecer uma tinta espessa que possa ser facilmente ajustada pelo artista para uma viscosidade mais fluida, mais “úmida”, através da adição de “médiuns” apropriados.

Passo cinco — Quando a moagem está concluída, a cor deve ser avaliada no controle de qualidade. Cada lote moído é comparado com os anteriores. Cada lote é testado segundo o tom da massa, o meio-tom, a viscosidade e a dispersão, para enumerar apenas algumas das qualidades avaliadas.

Através deste método as cores exibem as qualidades óticas e físicas que têm sido mais desejadas pelos pintores desde meados do século XIX. Deste modo podemos também garantir que melhoramentos introduzidos na cor foram adicionados com consistência
e uniformidade.

Este é o processo de moagem e de teste utilizado nas melhores industrias. Só depois da cor ter sido moída e testada segundo padrões rigorosos é que é colocada em grandes recipientes que são mantidos em descanso por um tempo prolongado. Após esse intervalo, obtido o amadurecimento (ripening) o excesso de óleo da superfície é retirado e excluído. Só depois dessa operação a cor é condicionada em tubos ou outro tipo de embalagem.

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